Nascer e Crescer

este blog surge no âmbito de um trabalho prático da disciplina de Técnicas de Comunicação, do curso de Enfermagem leccionado no Isave, e tem como objectivo falar sobre a saúde infantil abordando temas actuais que nos preocupam a todos, e principalmente aqueles que são pais.

Quarta-feira, Março 23, 2005

Mãe, tenho um amigo novo!

Às vezes os pais ficam preocupados com os amigos imaginários dos filhos, mas um novo estudo encontra muitos aspectos positivos nessas fantasias.
Numa reportagem publicada na revista Visão (edição nº 629) esclarece que , de acordo com um estudo feito, 65% das crianças até aos 7 anos brincaram pelo menos com um amigo imaginário a dada altura da sua vida e que este pode conferir a essas crianças sonhadoras uma vantagem no desenvolvimento.
Segundo a Taylor (psicóloga que efectuou o estudo) a primeira coisa a entender no que se refere aos amigos imaginários é que para a maioria das crianças são apenas isso: companheiros de brincadeiras. São apenas para fazer companhia e entretimento.
Ao contrário das crianças reais, não ficam zangados nem de mau humor quando perdem um jogo. E, muitas vezes, podem fazer coisas e ir a sítios que a criança não pode aceder...
Claro que nem todos os amigos imaginários são tão versáteis ou bem-comportados. As crianças queixam-se muitas vezes dos amigos invisíveis que não emprestam as coisas, fazem muito barulho, são mandões, teimosos ou não têm tempo para brincar. Mas isto não significa que seja prejudicial , negociar com os amigos imaginários temperamentais pode ser uma maneira das crianças enfrentarem as questões da vida real.
De acordo com a reportagem, as crianças que brincam com companheiros imaginários pode ter vantagens sobre as outras. Tendem a ter melhores capacidades verbais, e mais facilidade em compreender outros pontos de vista, podendo mesmo até ter coeficientes de intelegência acima da média, ser mais criativas e rir mais no recreio que as outra crianças.
No entanto, muitos pais podem se perguntar até onde devem ir para aceder às exigências dos amigos imaginários. O conselho de TaYlor é que se procurem encontrar soluções dentro dos limites da fantasia da criança, como por exemplo, com o amigo imaginário doente criar outro amigo imaginário para servir de enfermeiro.