Nascer e Crescer

este blog surge no âmbito de um trabalho prático da disciplina de Técnicas de Comunicação, do curso de Enfermagem leccionado no Isave, e tem como objectivo falar sobre a saúde infantil abordando temas actuais que nos preocupam a todos, e principalmente aqueles que são pais.

terça-feira, abril 12, 2005

Seja Compatível com a VIDA!

No próximo dia 14 de Abril de 2005 fai realizar-se no ISAVE - Instituto Superior de Saúde do Alto Ave, na Póvoa de Lanhoso, uma colheita de sangue para o registo de potenciais dadores.

Só o grande movimento de solidariedade pode realmente ajudar quem precisa de transplantação de medula.

Condições para ser dador:
  • Vontade de ser dador;
  • Ter entre 18 e 45 anos;
  • Preencher um inquérito médico;
  • Colheita de cerca de 20 ml de sangue;
  • Os dados ficam registados e quando aparecer um doente compatível o dador é contactado;
  • São feitas novas análises ao sangue e vários exames médicos. Se o dador estiver de perfeita saúde será considerado apto para efectuar a recolha de medula;
  • Para obter a medula é feita uma breve hospitalização;
  • O dador pode em qualquer altura desistir da doação.

Apesar de se fazer uma pesquisa entre 8 milhões e meio de registos, muitas vezes não se encontra nenhum dador compatível... Daí que o número de possíveis dadores terá de ser maior, para que a probabilidade de ajudar a salvar vidas possa aumentar.


Não se esqueca, apareça no Isave, dia 14 de Abril de 2005, a partir das 09.30 assista a uma sessão de esclrecimento " Porquê ser dador de medula Óssea?" efectuada pelo orador João Barroso, aluno do 3.º Ano de Enfermagem e o "Transplante de medula óssea." pela oradora Dr.ª Helena Alves - directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte.

Ajude-nos a ajudar...

segunda-feira, abril 11, 2005

Diarreira na criança

A diarreia ocorre, principalmente, em resultado de doenças do sistema gastrointestinal, hiper metabolismo e alergias a alimentos (principalmente alergias aos leites artificiais). A diarreia inflamatória é muito habitual nas crianças como consequência de uma inflamação no tracto GI. A diarreia infecciosa também é muito frequente nas crianças, sendo a diarreia viral altamente contagiosa.

A definição de diarreia baseia-se na consistência das fezes (aquosas) e não necessariamente, no número de dejecções diárias. A diarreia poderá ser causada por modificações do conteúdo fecal, solutos que exercem um efeito osmótico ou um aumento do conteúdo líquido, ou ainda por um aceleramento do trânsito intestinal, pelo que são reabsorvidos menos líquidos. O resultado final é uma saída das fezes com elevado teor de água.
Segundo, LUCKMAN E SORENSEN (1996) “a Diarreia é um distúrbio comum, caracterizado pela evacuação de quantidades excessivas de matéria fecal liquefeita, tendo ela muitas causas, incluindo-se certos alimentos contaminados, algumas drogas e distúrbios emocionais”.
A diarreia pode ser aguda (com duração inferior a 1 semana) ou crónica (com duração superior a 3 semanas).

Manifestações clínicas

As principais manifestações clínicas para além das características das fezes são desconforto abdominal, cólica, ruídos intestinais, excesso de gases, mal-estar generalizado, náusea e vómito podendo também surgir sangue, pus ou muco nas fezes.
Numa fase mais avançada a principal complicação que pode surgir é a desidratação e sinais associados.

Tratamento
Nos doentes pediátricos, o principal tratamento da diarreia passa pelo controlo da dieta, reposição de líquidos e electrólitos (especialmente o potássio) e monitorização cuidadosa do peso. As adaptações mais frequentes na dieta nas crianças com diarreia, são uma dieta que engloba bananas, cereais de arroz, compota de maça e tostas. O leite, produtos lácteos e alimentos ricos em gorduras (como batatas fritas e margarina) devem ser evitados.
Não devem ser administrados fármacos antidiarreicos, excepto se forem especificamente prescritos pelo médico.

Transplante de Medula Óssea

O transplante de medula óssea (TMO) consiste na substituição da medula doente por outra normal de dador saudável HLA (sigla inglesa de antigénios de leucócitos humanos) compatível, de dador familiar ou de um dos sete milhões de voluntários inscritos num registo mundial.

O que é medula óssea?
É um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigénio é transportado dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbónico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, inclusive nos defende das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Como ser dador?

Para ser dador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 45 anos de idade, ser saudável e dirigir-se ao CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão) ou a um dos Centros de Histocompatibildade (Norte, Centro e Sul). Na primeira fase o dador responderá a um inquérito clínico que será devidamente avaliado. Se não for detectada nenhuma contra-indicação, far-se-ão colheitas de sangue para tipagem e determinação de marcadores virais.
Sempre que um doente não tiver um dador familiar compatível é iniciado um processo de pesquisa em registos de dadores. Quando um potencial dador é identificado efectua-se um exame médico rigoroso e, depois de esclarecidas todas as dúvidas, é assinado um impresso de consentimento informado. Estão então cumpridas as várias etapas para se ser dador de medula óssea.
A A pesquisa de um dador compatível orienta-se primeiro para os irmãos do doente mas as famílias numerosas são cada vez mais raras e além disso apenas 1 doente em cada 4 encontra um dador idêntico entre os irmãos, isto é, que tenha herdado as mesmas características tecidulares paternas e maternas.
Por isso, em muitos casos, a única esperança de cura é encontrada em dadores voluntários compatíveis com o doente.

Actualmente, o registo nacional de dadores de medula óssea conta com cerca de 22 mil dadores identificados que, através de gestos simples, contribuem para a vida de muitas pessoas.
A medula é um tecido que se regenera rapidamente, pelo que é possível fazer mais do que uma dádiva.


Quais os riscos para o doador?
Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia geral, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 10%). Esta pequena cirurgia tem duração de aproximadamente 90 minutos e consiste de 4 a 8 punções na região pélvica posterior para aspiração da medula. Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.

Os "SAPINHOS"

Se observar algumas manchas brancas na boca do seu bebé, consulte o pediatra, uma vez que, ele poderá estar a sofrer de "sapimhos".
"Sapinhos" é o nome que no senso comum se imprega para denominar uma infecção chamadaCandidiase oral. Esta infecção, embora não muito grave, é bastante habitual, pode condicionar a forma do bebé se alimentar, uma vez que, poderá sertir dores ao alimentar-se.

O QUE CAUSA?
A candidiase oral é provocada por um fungo - Candida albicans- que se encontra presente na boca do bebé em conjunto com outros microorganismos. No entanto, quando há um desequilíbrio entre estes microorganismos, o fungo subrepões-se aos restantes, infectandoa a boca do seu bebé.

SINTOMAS
O principal é o aparecimento de manchas brancas (semelhantes a leite coalhado) na boca do seu bebé. O bebé também poderá apresentar a boca seca e demonstrar sinais de dor quando se alimenta.

TRATAMENTO
Após o diagnóstico, o pediatra geralmente prescreverá um medicamento de administração oral. O tratamento geralmente não ultrapassa uma semana.

De forma a prevenir uma infecção na boca do seu bebé, se se aperceber de alguma mancha invulgar na sua boca, contacte de imediato um profissional de saúde.

DISTURBIOS DO METABOLISMO DA GALACTOSE

A galactosemia é uma doença grave com um inicio precoce dos sintomas. A incidência é 1 em 60.000. O recém-nascido normalmente recebe até 20% da ingestão calórica como lactose, que consiste em glicose e galactose. Sem a transferase, o lactente é incapaz de metabolizar a galactose-1-fosfato, cujo acúmulo resulta em lesão das células parenquimatosas dos rins, fígado e cérebro.
A galactosemia causada pela deficiência de transferase é herdada como um carácter autossómico recessivo, há diversas variantes enzimáticas. A variante de Duarte exibe uma diminuição da actividade enzimática no eritrócito que geralmente não tem importância clinica. Alguns pacientes afro-americanos têm sintomas mais leves apesar da ausência de actividade mensurável da transferase nos eritrócitos, esses pacientes mantém 10% da actividade enzimática no fígado e mucosa intestinal. A maioria dos pacientes brancos não têm actividade enzimática detectável em nenhum desses tecidos.
O gene da galactose-1-fosfato-uridiltransferase está localizado no cromossoma 9p13. Nos afro-americanos, 48% dos alelos mutantes são representados pela substituição S135L, talvez responsável pelo fenótipo mais leve. Na população branca 70% dos alelos mutantes são representados pela substituição Q188R. O exame de portadores e o diagnóstico pré-natal podem ser realizados pela análise enzimática directa dos amniócitos e vilosidades coriónicas. o teste baseado no DNA também pode ser realizado.

sábado, abril 09, 2005

Pneumonia na Criança

PNEUMONIA

v É uma inflamação do parênquima pulmonar
v Maior frequência nos lactentes e 1ª infância.


CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA

v Pneumonia Lobar: afecta a totalidade ou grande parte de um ou mais lobos. Pode ser bilateral ou dupla.

v Broncopneumonia: começa nos bronquíolos terminais, que ficam obstruídos por um exsudado mucopurulento.

v Pneumonia intersticial: o processo inflamatório fica concentrado no interior das paredes alveolares (intersticiais) e tecidos peribrônquicos.

v Pneumonite: inflamação aguda localizada do pulmão sem a toxemia associada à pneumonia lobar.


v TIPOS DE PNEUMONIA:

v Atípica;
v Viral;
v Bacteriana;
v Por aspiração de substâncias estranhas.






PREVENÇÃO:

v A administração de uma vacina polissacarídica pneumocócica é recomendada a crianças com menos de 2 anos em risco de adquirirem infecção pneumocócica ou que sofram de doenças graves (imunodeprimidas).
v Tanto o lactente como a criança com pneumonias recorrentes devem ser adicionalmente avaliadas relativamente ao diagnóstico de fibrose quística.


CONSIDERAÇÕES DE ENFERMAGEM:

Os cuidados de enfermagem à criança hospitalizada com o diagnóstico de pneumonia são principalmente, de suporte e sintomáticos: avaliação da situação respiratória, administração de oxigénio e antibioterapia. São considerados também a caracterização da respiração, a disposição geral da criança e o nível de actividade, a promoção do repouso, etc.

Vigiar a necessidade de isolamento;
Promover o agrupar dos cuidados a prestar à criança;
Avaliar a tosse e se prescrito administrar terapêutica ( p. ex. antitússicos) antes das refeições e na hora da dormir;
Evitar a desidratação ( na fase aguda os líquidos são administrados IV). Administrar líquidos de acordo com as necessidades da criança. Os líquidos oferecidos per os podem provocar aspiração aquando os acessos de tosse.
Realizar nebulizações para humidificar as vias aéreas e as secreções, quando existentes;
Deitar a criança em decúbito lateral sobre o lado afectado (quando o pneumotórax é unilateral), pois imobiliza o tórax daquele lado e reduz o atrito pleural, o qual provoca muito desconforto e é incómodo.
Avaliar e vigiar a temperatura – se necessário administrar antipirético prescrito.
Vigiar os sinais vitais e murmúrios respiratórios – tal permite avaliar, em parte, o progresso da doença e prevenir/detectar possíveis complicações.
Quando a tosse é ineficaz há necessidade de aspirar as secreções para manter a via aérea permeável;
Realizar drenagem postural e fisioterapia torácica;
Promover a diminuição da ansiedade e da angústia;
Permitir a presença de um familiar próximo da criança; Apoiar psicologicamente a criança e família (manter os pais informados da situação clínica dos filhos)

quarta-feira, abril 06, 2005

Apendicite Aguda na criança

O apêndice verniforme é uma pequena projecção semelhante a um dedo, que está ligado ao cego, geralmente abaixo da válvula íleocecal. Não tem uma função claramente identificada, é uma parte integrante do cego, enche-se de quimo e esvazia-se durante a peristalse com o resto do intestino.
A apendicite é uma inflamação aguda do apêndice, sendo o estado que mais frequentemente requer intervenção cirúrgica na infância. Inicialmente aguda a apendicite pode evoluir para perfuração e peritonite, se não for tratada adequadamente. A causa raramente é evidente, um esvaziamento incompleto, uma distensão pela secreção de muco acumulado ou obstrução, são factores que podem levar ao desencadeamento de uma resposta inflamatória aguda. A apendicite ocorre mais frequentemente nos adolescentes e nos adultos jovens entre os 10 e os 30 anos de idade e os homens são mais afectados que as mulheres. Parece ocorrer mais frequentemente em sociedades em que a dieta é pobre em fibras e rica em hidratos de carbono. Especula-se que a maior incidência de obstipação associada a este padrão alimentar aumenta a possibilidade de aparecimento de fecalomas obstrutivos que são um dos factores precipitantes da resposta inflamatória aguda.

Tratamento
O tratamento definitivo da apendicite, antes da perfuração, é a remoção cirúrgica do apêndice, ou apendicectomia. Durante o diagnostico a enfermeira presta maior atenção em manter o doente o mais confortável possível, aliviando a ansiedade e fazendo a preparação para a cirurgia.


Cuidados de enfermagem no pré-operatório
A criança é colocada em repouso no leito e a dieta zero, porem deve-se corrigir o desequilíbrio hidroeletrolítico antes ser submetida a cirurgia, sendo iniciada a administração de soros por via endovenosa, para promover o equilíbrio hidroeletrolítico e a administração de antibióticos de profilaxia. A queixa mais comum é a dor abdominal, dai que a enfermeira deva estar atenta a este aspecto proporcionando medidas não medicamentosas para alívio da dor, através da promoção do conforto como por exemplo um ambiente calmo obscurecido, ensinar técnica de relaxamento o posicionamento, providenciar um pequeno travesseiro para sustentação do abdómen. Movimentos desnecessários, que geralmente aumentam a dor ao doente são evitados. Não se aplica calor no abdómen porque o aumento da circulação no apêndice pode levar à ruptura. Outro aspecto muito importante que a enfermeira deve ter em conta é o impacto que a situação clínica da criança provoca na mesma e na família adoptando medidas de apoio à criança/família, a criança e família frequentemente apresentam medo em relação à intervenção cirúrgica e aos procedimento curativos, dai que seja muito importante nesta fase esclareces quais quer duvidas que a família/criança apresentem, e explicar sempre todos os procedimentos com vista a diminuir a ansiedade e medo que estes criança/família possam apresentar.

Cuidados de enfermagem no pós-operatório:
Os líquidos e alimentos por via oral são reiniciados quando forem tolerados. A enfermeira deve informar a criança/família que geralmente pode retomar todas as suas actividades normais dentro de duas a quatro semanas. A enfermeira fornece à criança/família toadas as instruções de rotina relativamente à vigilância da ferida operatória, elucida a criança/família para que evite exercícios vigorosos e levantamento de objectos pesados, e a necessidade de rapidamente informar o desenvolvimento de quaisquer sintomas indicativos de complicações.

terça-feira, abril 05, 2005

Atenuar os enjoos matinais

Esta é uma das queixas mais frequentes durante o 1.º trimestre gestacional e, na verdade, pode ocorrer em qualquer altura do dia.
Apesar de não haver uma cura garantida para os enjoos, alguns hábitos alimentares podem ajudar:
  • Tenha sempre à mão algo para comer entre as refeições: frutos secos, bananas ou cereais;
  • Dê prioridade a alimentos como o arroz, as batatas e o pão;
  • Beba bastantes líquidos, sobretudo se vomitar, para prevenir a desidratação;
  • Ingira as bebidas em pequenos golos e com frequência.
  • Evite odores fortes e peça a aluém para lhe preparar as refeições, no caso de os cheiros da comida a incomodarem

sábado, abril 02, 2005

Colite Ulcerosa na criança

A colite ulcerosa trata-se de uma doença inflamatória intestinal (D.I.I.), no entanto existem outras, tais como a doença de Crohn, com a qual tem muitas semelhanças. É caracterizada por edema e ulceração superficial da mucosa, afectando principalmente a área do cólon rectal distal (cerca de 30% dos utentes têm a doença confinada a esta região. Não é uma doença rara em crianças e foi relatada em bebés. 20% Dos casos começam antes dos 20 anos de idade com frequência máxima entre os 10 e 19.

FISIOPATOLOGIA
Na colite ulcerosa a mucosa torna-se muito frágil e sangra espontaneamente ou como resultado de um traumatismo mínimo. Com o decorrer do tempo esta torna-se cada vez mais espessada e edemaciada, a cicatrização da ulceração pode conduzir a que o cólon perca a sua elasticidade e capacidade de absorção normais tornando-se semelhante a um “canudo”, pode também ocorrer formação de pseudopólipos, que se podem tornar malignos.
A hemorragia rectal é geralmente o sintoma mais precoce da colite ulcerosa ligeira. Seguidamente, a diarreia clássica começa com o aumento da extensão da doença. Á medida que a cicatrização no intestino aumenta, perde-se a sensação de urgência em evacuar, levando a incontinência fecal insensível. Com a diarreia grave pode haver perda significativa de líquidos e electrólitos

TRATAMENTO

O tratamento tem por objectivo: controlar o processo inflamatório para reduzir ou eliminar os sintomas; obter uma remição a longo prazo; promover um estilo de vida, o mais normal possível; promover o crescimento e desenvolvimento normais. Este tratamento deve ser individualizado e orientado de acordo com a gravidade da doença e resposta da criança.
O tratamento pode ser clínico sendo a sulfasalazina um fármaco que tem sido útil para reduzir a frequência de recidivas. No entanto os corticoesteroides constituem os fármacos mais importantes e eficazes do tratamento da DII
O suporte nutricional entra aqui como uma terapia adjuvante, uma vez que a desnutrição associada à patologia pode afectar o crescimento da criança a maturação sexual. O suporte nutricional tem como objectivo corrigir os défices de nutrientes e proceder à reposição das perdas contínuas, fornecer calorias e proteínas adequadas para a cura do processo, oferecer nutrientes adequados para promover o crescimento normal. A enfermeira tem aqui um papel muito importante no aconselhamento dietético da criança, devendo incentivar a criança a consumir quantidades suficientes de uma dieta hiper-calorica, incluindo a criança no planeamento das refeições na tentativa de uma melhor adesão por parte da mesma. Estimular refeições pequenas e frequentes. Proporcionar as refeições sempre que possível de acordo com os horários dos medicamentos.Quando o tratamento clínico e a terapia nutricional não conseguem evitar complicações significativas está indicada a cirurgia colectomia total sendo os cuidados semelhantes aos da apendicectomia.

quinta-feira, março 24, 2005

Crianças ao Sol


O verão e os dias ensolarados para desfrutar ao ar livre são agora o nosso quotidiano. Mas apesar dos benefícios que proporciona ao organismo, o Sol provoca um dano acumulado e irreversível na pele. Por isso, é melhor prevenir.


1- É indispensável estabelecer hábitos de cuidados desde muito jovens. As crianças imitam o exemplo dos adultos: se os grandes não se protegem do sol, elas tão pouco o farão quando crescerem.

2- O sol não se recebe somente na praia ou na colónia de férias. As crianças também se encontram expostas enquanto brincam no pátio, no jardim, ou quando praticam desportos. Se a criança permanece em lugares abertos, exposta a radiações ultravioletas, é fundamental protegê-la com protector solar.

3- O protector solar não é tudo. O horário de exposição também é importante, assim como a roupa. As crianças não devem permanecer ao sol mais de 15 min., e sempre dentro dos horários seguros (antes das 11H e depois das 17H), debaixo de um chapéu de sol ou dentro de uma tenda, e com roupa clara e boné.

4- Os raios ultravioletas encontram-se também presentes nos dias nublados, e recebem-se inclusive debaixo de uma árvore, de uma sombra ou dentro de uma tenda, de maneira que a todo o momento a criança tem que estar bem protegida.



5- As tendas (barracas de praia) concentram muito calor, por isso, nos dias muito quentes convém molhar a criança – com água corrente ou do mar – e mantê-la fresca e hidratada (beber muita água).

6- Os bebés até 1 ano devem estar sempre à sombra.

7- Orelhas, nariz, lábios e plantas dos pés são zonas muito sensíveis, não devemos esquecê-las. Nestas zonas a aplicação de protector deve ser mais abundante.

8- As maiorias das recomendações são válidas também para o campo e para a montanha.

Uma criança tem necessidades, de ternura, de brincar e de sol para cresce. Mas tenha em conta que os olhos e a pele das crianças são muito sensíveis. Os “escaldões” apanhados durante a infância são particularmente nocivos. Não comprometamos a saúde das nossas crianças, unicamente pelo capricho de os ter bronzeados.

Estimular a fala e a linguagem de uma criança

Como estimular a linguagem da criança antes dos 12 anos

Contar histórias de livros;
Falar de modo simples e claro;
Proporcionar-lhe experiências para estimular a fala e o desenvolvimento da linguagem: passeios, filmes, etc.
Conversar sobre os lugares novos antes de os visitar, durante o passeio e no regresso a casa;
Olhá-la nos olhos quando falar com ela;
Imitar e identificar sons, por exemplo: de animais, sirenes, etc.;
Descrever o que a criança está a fazer, a sentir, a ouvir, ou a observar;
Tornar estas experiências de falar e escutar agradáveis, importantes e divertidas para a criança;
Elogiar a comunicação da criança.


Como estimular a linguagem da criança de 2 anos

Deixá-la ouvir CDs e ver filmes infantis;
Elogiar a sua comunicação;
Descrever as actividades que ela realiza, acrescentando novas palavras;
Utilizar palavras novas em várias situações (ampliação de vocabulário);proporcionar-lhe novas experiências, como teatro, cinema, circo, etc. e falar sobre elas;
Ler-lhe histórias;


Como estimular a fala e a linguagem da criança de 3 anos

Introduzir palavras novas no seu vocabulário, enquanto brinca com a criança;
Ensinar a relação entre palavras, objectos e ideias;
Ensinar a criança a contar histórias, utilizando livros e desenhos;
Permitir que brinque com outras crianças;
Ler-lhe histórias;
Prestar-lhe atenção quando ela fala;
Fazer jogos com rimas;
Permitir que a criança ajude a planear actividades tais como Natal, aniversário, um jantar especial, etc.;
Ler-lhe histórias cada vez maiores;
Estimulá-la a criar e contar histórias;
Mostrar interesse pelo desenvolvimento da sua linguagem e do seu pensamento;


Como estimular a fala e a linguagem da criança de 5 anos

Incentivá-la a usar a sua linguagem para expressar os seus sentimentos, ideias, sonhos, desejos, e medos;
Permitir que ela faça desenhos novos livremente com lápis de cera, carvão, tintas, etc.;
Proporcionar-lhe oportunidade de aprender canções, rimas ou versos;
Ler-lhe contos ou histórias maiores;
Falar com ela sobre temas variados sem utilizar termos ou expressões infantis;
Dar-lhe atenção quando ela fala, tendo em conta que ela entende mais do que é capaz de verbalizar;


Como estimular a fala e a linguagem da criança de 6 anos

Ler-lhe histórias e pedir-lhe que as reconte;
Ajudá-la a escrever o seu próprio livro de histórias com desenhos e ilustrações;
Estimulá-la a representar diferentes personagens de histórias;
Propor-lhe jogos que envolvam o raciocínio;
Dar-lhe tarefas em que seja necessário seguir algumas instruções;
Deixá-la cozinhar utilizando livros de receitas infantis, com passos e instruções simples;
Assistir com ela a programas de televisão e vídeos, pedindo depois que conte sobre o que viu e o que mais gostou;
Permitir que participe nas conversas familiares e escutar a sua opinião;
Ajudá-la a conhecer e utilizar novas palavras e conceitos.

Se existir alguma suspeita em relação a um atraso na linguagem, deve-se consultar um especialista que poderá avaliar correctamente a situação, tendo em consideração o ritmo de desenvolvimento da criança e todos aspectos intervenientes neste processo.